André Marques é artista, bailarino, professor, diretor artístico e coordenador de projetos, com um percurso consolidado na criação artística contemporânea, nas práticas artísticas de base comunitária e na conceção estratégica de projetos culturais, educativos e de cooperação europeia. O seu trabalho cruza corpo, território, memória, participação e transformação social, articulando criação, mediação, educação não formal e investigação artística. Em 2025 concluiu o Mestrado em Criação Artística Contemporânea na Universidade de Aveiro, com a dissertação Anta de Mazes – Narrativas Reavivadas, distinguida com 19 valores, centrada na arte participativa como método compositivo e dispositivo de cocriação em contexto comunitário.
É Presidente da DCTR – Associação Cultural, estrutura sediada em Aveiro, onde assume funções de liderança estratégica, desenvolvimento de projetos, coordenação institucional, articulação de parcerias e acompanhamento de programas artísticos, comunitários e internacionais. É também Diretor Artístico do TRanÇa – Arte em Comunidade, projeto residente no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, com cerca de 16 anos de percurso, centrado em práticas artísticas comunitárias, criação participativa, relação com o território e trabalho continuado com diferentes comunidades locais.
Ao longo do seu percurso, tem desenvolvido e acompanhado projetos que cruzam criação artística, mediação cultural, inclusão, cidadania e inovação social, entre os quais Dança para a Inclusão: Movimento em Foco, Ink of Freedom, Escolas Transformadoras, Além-Mar, Casa de Partida, Lá Fora/Cá Dentro, João sem Medo e SAT(É)LITE. A sua prática interessa-se particularmente por processos que colocam as pessoas, as suas ideias, memórias e afetos no centro da criação, entendendo a arte como espaço de escuta, diálogo, pertença e ressignificação coletiva.
Com formação de base em Tecnologias da Comunicação, certificação pedagógica e um percurso continuado entre dança, facilitação, direção artística e gestão cultural, André Marques tem vindo a afirmar uma abordagem transdisciplinar, em que o corpo surge como ponto de partida para construir pontes entre pessoas, linguagens artísticas e contextos sociais. O seu trabalho estende-se à facilitação de processos participativos, ao desenvolvimento de competências socioemocionais, ao youth work e à criação de projetos em rede, nacionais e europeus, com especial atenção à relação entre arte, comunidade e transformação humana.
