Oficina das Emoções

Acrónimo do projeto:

Oficina das Emoções

Ref. projeto:

N/A

Inicio do projeto:

01/09/2024

Fim do projeto:

31/03/2025

Programa:

Tópicos:

A Oficina das Emoções foi um projeto promovido pelo Município de Grândola e implementado pela DCTRAssociação Cultural, dirigido a trabalhadores/as e equipas municipais, com enfoque no desenvolvimento de competências socioemocionais aplicadas ao contexto profissional. Estruturado em formato de oficinas participativas, o projeto trabalhou temas como autoconhecimento, autorregulação emocional, relações interpessoais, comunicação e gestão de conflito, combinando reflexão, dinâmicas de grupo e ferramentas práticas transferíveis para o quotidiano laboral. A sua natureza inscreve-se claramente no campo da educação de adultos e da capacitação interna, respondendo à necessidade de fortalecer ambientes de trabalho mais colaborativos, conscientes e humanizados.

Relatório do projeto

Porquê este projeto?

A Oficina das Emoções parte do reconhecimento de que os contextos profissionais, incluindo os serviços públicos e as equipas municipais, exigem hoje não apenas competências técnicas, mas também competências emocionais, relacionais e comunicacionais. A proposta de enquadramento do projeto sublinha precisamente que liderança, colaboração, trabalho de equipa e inteligência emocional têm impacto direto na qualidade do desempenho profissional e na forma como os serviços respondem às pessoas.

Neste sentido, o projeto foi concebido como uma resposta de educação de adultos orientada para a capacitação interna de equipas municipais. Mais do que transmitir conteúdos, procurou criar condições para que os participantes reconhecessem melhor os seus modos de sentir, comunicar e agir, desenvolvendo maior consciência de si, dos outros e das dinâmicas coletivas em ambiente de trabalho.

A relevância do projeto tornou-se visível também na avaliação recolhida junto dos participantes, que destacaram a utilidade das sessões para compreender melhor colegas, rever atitudes, reconhecer sentimentos e encontrar estratégias aplicáveis tanto à vida profissional como à vida pessoal.

Como funciona?

O projeto organizou-se em sessões temáticas de grupo, com uma estrutura assente em acolhimento, quebra-gelo, introdução ao tema, dinâmica participativa, reflexão conjunta, síntese final e ligação ao quotidiano dos participantes. Esta metodologia privilegiou a participação ativa e a construção partilhada de sentido, em vez de um modelo exclusivamente expositivo.

Ao longo da edição realizada em Grândola, foram trabalhadas dimensões como criação de grupo, autoconhecimento, autorregulação emocional, competências sociais, relações interpessoais, comunicação e outras ferramentas de desenvolvimento pessoal e relacional. O desenho das sessões integrou exercícios práticos, momentos de partilha, análise de situações concretas e propostas de reflexão que ajudaram a aproximar os conteúdos das realidades profissionais dos participantes.

A Oficina das Emoções funcionou, assim, como um dispositivo de capacitação contínua em contexto de trabalho, procurando reforçar não apenas conhecimentos, mas também disponibilidade para a escuta, para a empatia, para a cooperação e para a melhoria das relações profissionais.

Linhas de ação / componentes

Criação de grupo e confiança

O projeto abriu com dinâmicas de acolhimento, reconhecimento mútuo e team building, fundamentais para estabelecer um espaço de confiança, escuta e participação. Esta dimensão foi essencial para criar condições de trabalho coletivo e para favorecer uma maior abertura entre colegas.

Autoconhecimento e autorregulação emocional

Uma das linhas centrais do projeto incidiu na identificação de emoções, pensamentos, crenças e padrões de comportamento, bem como na compreensão da forma como estes influenciam decisões, relações e respostas em contexto profissional. O trabalho desenvolvido procurou apoiar os participantes na leitura de si e na construção de estratégias de regulação mais conscientes.

Competências sociais e relações interpessoais

A Oficina das Emoções abordou a relação com o outro como dimensão estruturante do trabalho em equipa. Foram trabalhadas questões como consciência social, limites nas relações, convivência, cooperação e impacto dos comportamentos individuais no coletivo.

Comunicação e gestão de conflito

A comunicação foi tratada como ferramenta transversal de trabalho, incluindo reflexão sobre diferentes estilos comunicacionais, comunicação assertiva, comunicação não violenta e simulação de situações concretas. Esta componente procurou reforçar respostas mais claras, respeitadoras e eficazes em contexto laboral.

Ferramentas de desenvolvimento pessoal e relacional

O projeto integrou ainda estratégias práticas de aplicação direta, como exercícios de reformulação, autorreflexão, gestão emocional, escuta ativa e leitura de situações do quotidiano. Esta dimensão contribuiu para que as sessões fossem percecionadas não apenas como espaço de formação, mas como oportunidade de trabalho efetivo sobre modos de estar e de agir.

Públicos e território

A edição desenvolvida em Grândola foi dirigida a adultos integrados nas estruturas e serviços do Município, envolvendo trabalhadores/as e equipas de diferentes áreas. Participaram nas sessões 29 pessoas de diferentes setores do Município de Grândola, o que evidencia uma relação concreta com a organização e com o território local.

A ligação ao território fez-se através de uma resposta situada, desenhada para um contexto institucional específico e para necessidades reais de comunicação, gestão relacional, cooperação e bem-estar no trabalho. Neste sentido, a Oficina das Emoções afirmou-se como uma intervenção de proximidade, ancorada na realidade concreta das equipas municipais e nas exigências do serviço público.

Parcerias

A Oficina das Emoções foi promovida pelo Município de Grândola, enquanto entidade financiadora e promotora da iniciativa, e implementada pela DCTR – Associação Cultural, responsável pela conceção metodológica e pela concretização das sessões. Esta parceria assentou numa lógica de capacitação interna orientada para equipas municipais, articulando visão institucional e implementação especializada.

O lugar da DCTR neste projeto foi o de entidade parceira com responsabilidade direta na conceção e implementação do processo formativo, contribuindo com uma abordagem participativa centrada nas relações, nas emoções e na construção de contextos profissionais mais conscientes e colaborativos.

Com o apoio de:

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